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16/12/2007

Objetivos para 2007: o que foi alcançado?

Por Emerson Alecrim

alvoNo final de 2006, o Bruno Alves me convidou para informar em meu blog 5 dos meus objetivos para 2007. Agora que restam poucos dias para o início de 2008, o próprio Bruno Alves convocou todos os convidados para avaliar quais objetivos foram alcançados e quais não foram. Bom, vamos lá. Em 2007, eu pretendia:

- Aprender a tocar violão: missão fracassada. Embora eu tenha vontade de aprender, acabei seguindo o velho ritual de deixar para depois, de começar na semana que vem e tal. Mas, como o tempo não dá moleza pra ninguém, o ano acabou…;

- Passar menos tempo na frente do PC:
missão cumprida. Eu era daquele tipo que passava horas e horas seguidas na frente do PC. Só fui me dar conta disso quando o corpo começou a reclamar (dor nas costas, visão cansada, formigamento nas pernas, etc). Verdade é que em 2007 eu usei bastante o computador, mas nada comparado ao que fazia antes. Felizmente, consegui cortar o excesso, e os resultados foram excelentes. Se você tem o mesmo problema, deveria tentar;

- Comprar um Nintendo Wii:
missão fracassada, mas intencionalmente. Eu ainda tenho vontade de ter Wii, ainda mais com o lançamento de Mario Galaxy, mas eu ainda tenho um problema com o fator tempo: em 2007, mal pude dedicar um tempo aos jogos de PC, para você ter uma idéia… Por outro lado, joguei razoavelmente bem o meu velho e querido Nintendo DS;

- Viajar mais: eu viajei bastante esse ano, mas na maioria dos casos, fui para lugares não muito longe e não passei muito tempo por lá, portanto, considero a missão fracassada. Aqui, os compromissos profissionais foram os culpados;

- Me alimentar melhor: missão cumprida. Não posso dizer que mudei totalmente os meus hábitos alimentares, mas deixei de comer muita besteira. Está certo que, por outro lado, esse foi um dos anos em que mais bebi, mas nada comparado a certos amigos meus que, após dezenas de copos, mal conseguiam dizer “vou viajar de Gol para Araraquara”.

Bom, e os meus objetivos para 2008? Olha, se tem uma coisa que aprendi com essa história toda é que planos servem apenas para dar errado, por isso, você não pode abusar deles. Só vale a pena traçar objetivos para coisas realmente relevantes e que exigirão certo esforço, por exemplo: comprar uma casa, mudar de emprego, aprender um idioma, etc.  Com base nisso, eu tenho alguns objetivos para 2008, e alguns deles são audaciosos, mas poderão parecer sem sentido se eu contar. Por isso, vocês não vão ficar sabendo :)

E você, cumpriu os seus objetivos para 2007?

Ao som de Battlelore - Mask of Flies.

7:09 | Reflexão | 2 comentários


9/9/2007

Epitáphion

Por Emerson Alecrim

Um post clichê e ironicamente diferente do anterior, é verdade, mas acontece que a última quinta-feira, 6 de setembro, foi uma data esquisita. Foi o dia em que o mundo sentiu a morte de Luciano Pavarotti (mas o dia não foi estranho só por isso, logo você verá). Apesar de não ser um fã de carteirinha desse italiano nascido em 1935, desde de criança lhe tinha grande respeito. Lembro até de tê-lo visto na TV ao lado de José Carreras e Plácido Domingo numa noite qualquer, logo depois de ter chegado em casa com a minha mãe. Aquelas três vozes poderosas me impressionaram, e eu, com a certeza que só as crianças tem, disse que um dia cantaria de igual forma.

Na mesma quinta-feira, à noite, recebi a notícia de que um colega da época da faculdade havia falecido. De certo que não nos falávamos há mais de um ano, mas isso não me impediu de ficar sentido. Era um rapaz que sabia curtir a vida, não se deixava abater facilmente. E era bem humorado. Nossa turma vivia brincando com ele, pois apesar de dormir em quase todas as aulas, sempre conseguia as melhores notas. Era o cara que estudava dormindo! Certa vez, um professor o acordou e lhe fez uma pergunta sobre algo que acabara de explicar, na expectativa de deixar nosso colega em uma saia justa. Como reação natural, a sala toda ficou em silêncio, mas ele respondeu, baixou a cabeça e voltou a dormir. Logo em seguida, o professor tentou voltar à aula, enquanto nós ríamos de sua cara. Resposta certa, professor, tenha paciência! Você está diante do cara que aprende dormindo!

É estranho. Todo mundo sabe que a morte é o seu destino por direito e dever, mas essa certeza não nos conforma. Talvez não seja nem isso que nos assusta, mas a incerteza de quando vai acontecer. E de como vai acontecer. E do que vai acontecer depois. E se algo vai acontecer depois. Mas, se preocupar com isso é besteira. Se saber dessas coisas com antecedência ajudasse em algo, nós saberíamos.

Na verdade, o que importa mesmo é saber viver, por mais que isso soe repetitivo. Curtir mais a vida, se estressar menos, se divertir mais, livrar a mente de coisas mesquinhas, enfim, ter como dilema “Carpie Diem” e “Hakuna Matata”. Porque, pior que a incerteza de saber quando será a sua vez, é a consciência de que o seu tempo acabou e você pouco proveito tirou de sua vida. Acho que tanto o grande tenor Pavarotti, como o meu divertido colega Leandro Vidotti sabiam disso. Se foram, mas com a certeza de que tiveram, de fato, uma vida.

Ao som de Anathema - Don’t look to far.

0:46 | Reflexão | comentar


6/4/2007

Quem é você? Isto é, eu?

Por Emerson Alecrim

O Bruno Alves fez um teste on-line que descreve que tipo de pessoa você é. Embora eu não goste desse tipo de avaliação, resolvi fazê-lo só por curiosidade, e não é que o teste acertou quase tudo sobre mim? Como a descrição do resultado é grande, abaixo destaco as partes que considerei mais relevantes:

Você é uma pessoa tranqüila e reservada, que preza por segurança e paz. Você tem um forte senso de dever, que lhe dá um “ar sério” e a motivação de cumprir tarefas. Organizado e metódico ao fazer as coisas, você geralmente consegue cumprir qualquer atividade ou tarefa que você assumir.

Você é uma pessoa muito leal, fiel, confiável, e que valoriza honestidade e integridade ao extremo. Você é o típico “cidadão exemplar”, em quem se pode confiar que fará o que é certo para com sua família e comunidade. Mesmo que você leve tudo o que faz a sério, você também tem um senso de humor meio descompassado, podendo ser uma pessoa muito divertida – especialmente em festas ou encontros de família, ou do serviço.

Você pode trabalhar por longos períodos e gastar bastante energia em qualquer coisa que você achar ser importante para o cumprimento de uma meta. Entretanto, você resistirá e não se esforçará numa tarefa ou atividade se ela não fizer sentido para você, ou se você não puder enxergar nela uma aplicação prática. Você prefere trabalhar sozinho, mas também trabalha bem em equipe se for necessário. Você gosta de ser responsável por seus próprios atos, e de estar em posições de autoridade. Você não usa muita teoria ou pensamento abstrato, a não ser que haja uma aplicação prática clara.

Você é extremamente fiel e leal. Tradicional e voltado à família, você se esforça ao extremo para garantir que as coisas na sua casa e na sua família andem bem. Você é um pai ou mãe responsável, que leva suas tarefas paternais ou maternais com muita seriedade. Pessoas como você são ótimas provedoras de segurança financeira no lar. Você se importa muito profundamente com aqueles próximos a você, apesar de você normalmente não se sentir confortável em expressar este amor. Na verdade você prefere expressar seu afeto através de ações, ao invés de que através de palavras.

Você tem uma capacidade imensa de pegar qualquer tarefa e defini-la, organizá-la, planejá-la, e implementá-la, até que a considere como cumprida. Você trabalha muito duro, e não permite que obstáculos que apareçam no seu caminho impeçam que você execute suas responsabilidades. Você geralmente não se valoriza o suficiente por suas conquistas, pois as vê como um simples cumprimento de suas obrigações.

Você tem uma ótima noção de “espaço e função”, e demonstra uma apreciação artística das coisas. Assim, é provável que você mobílie sua casa com bom-gosto e que a mantenha de forma impecável. Você tem uma noção precisa de seus sentidos, e quer estar em ambientes que se encaixam com sua necessidade de estrutura, ordem e beleza.

Mas em geral, você tem um potencial gigantesco. Você é uma pessoa capaz, lógica, racional, eficaz, e com um desejo profundo de promover a segurança e a paz. Em outras palavras, você tem o que se precisa ter para ser uma pessoa altamente eficaz em atingir suas metas, quaisquer que elas sejam.

Apesar de parecer aqueles textos motivacionais, realmente gostei do teste, pois retratou muitas verdades. Se quiser fazê-lo, o link é este.

Ao som de Orphaned Land - Building the Ark.

22:10 | Reflexão | 4 comentários


8/12/2006

Um inimigo chamado estresse

Por Emerson Alecrim

O estresse é um problema que pode afetar qualquer pessoa, mas suas conseqüências são variáveis e estão atreladas, principalmente, ao jeito que se lida com isso. Eu, por exemplo, tinha uma grande facilidade em deixar o estresse me afetar, tanto que com 23 anos já tive problemas de saúde por causa disso. Na última vez, o médico me perguntou se é do meu desejo passar dos 40 anos…

É claro que quero passar dos 40, então tive que ir à luta. Um dos primeiros passos que dei para lidar com o estresse foi identificar suas causas e, posteriormente, atacá-las. Eis as ditas cujas:

- Planos.
Se eu planejo uma coisa e algum fator externo me impede de executá-la, meu humor muda imediatamente. Talvez seja por isso que odeio tanto depender dos outros;

- Ansiedade. Certos problemas só podem ser resolvidos com o tempo. A questão é que eu sempre busquei soluções imediatas e o resultado da falta de paciência freqüentemente é ruim;

- Auto-cobrança. Quando não consigo fazer alguma coisa ou quando não correspondo às minhas próprias expectativas, fico com uma mistura de tristeza e irritação. É nessas horas que a alto-estima pode baixar;

- Monotonia. Se eu ficar muito tempo tendo um único ritmo de vida, logo começo a me entediar e a desejar mudanças radicais. Como a razão me impede de fazer isso, passo a ter uma inquietação perturbante;

- Trânsito e transporte público. Não preciso nem entrar em detalhes.

É claro que há outros fatores, mas esses são os que mais me afetam. Veja o que faço para lidar com eles:

- Planos.
Não consigo deixar de fazer as coisas sem planejamento, então melhorei essa minha característica: ao planejar, incluo até as possibilidades de erro mais remotas. Isso não elimina a irritabilidade, mas a ameniza de maneira muito significativa. Parece que o fato de eu já saber o que fazer, mesmo nas situações mais negativas, me dá a sensação de não ter perdido o controle, o que me ajuda a resolver as adversidades;

- Ansiedade. Aqui é necessário mesmo ter auto-controle. É botar na cabeça que aquilo não pode ser resolvido agora e ir tratar de algo mais agradável;

- Auto-cobrança. Ainda não sei o que me leva a exigir tanto de mim em determinadas situações - talvez o peso de tantas responsabilidades -, mas tenho conseguido lidar bem isso olhando para o que fiz de produtivo e, quando necessário, dizendo FODA-SE! Isso ajuda bastante;

- Monotonia. Esse é o problema mais fácil de lidar. Algumas atitudes pequenas - como mudar o trajeto de ida ao trabalho - ajudam bastante. Dependendo da situação, decisões de maior peso também são importantes, como viajar ou aprender alguma coisa nova. Na verdade, consigo vencer a monotonia pela soma de diversas iniciativas, sejam elas pequenas ou grandes;

- Trânsito e transporte público. Acredite se quiser, mas deixei muito de me irritar no trânsito ouvindo música. Não sabia que daria tão certo. O que acontece é que coloco no meu MP3-player as canções que mais gosto. O simples prazer de ouví-las no ônibus é suficiente para amenizar meu estresse.

É claro que há outras coisas que ajudam, inclusive em relação aos fatores de estresse não citados. Em meu caso, ler livros variados, dormir mais, sair para beber ou se divertir, freqüentar lugares calmos, jogar conversa fora, chutar um gato na rua (brincadeira :D), escrever no blog, freqüentar lugares calmos e viajar fazem parte do “tratamento”.

Se você tem desânimo, irritabilidade constante, dores no corpo, resfriados freqüentes, dificuldade de concentração, insônia, taquicardia, falta de apetite e outros problemas, pode ter o estresse como gatilho, por isso é bom se cuidar. É melhor acabar com o estresse, antes que o estresse acabe com você.

Ao som de After Forever - Intrinsic.

23:01 | Reflexão | 2 comentários


15/11/2006

O conselho de Bill Gates

Por Emerson Alecrim

Na área da computação, nunca fui fã de Bill Gates, mesmo porque sou contra a algumas atitudes da Microsoft, em especial no que se refere às suas práticas monopolistas. Porém, li hoje uma reportagem do jornal argentino Infobae em que o dono da maior empresa de tecnologia do mundo dá um importante conselho aos pais (pelo menos aos mais endinheirados):

Não é bom deixar grandes quantidades de dinheiro aos filhos. É negativo à sociedade e para eles próprios, pois isso não lhes permite desenvolver seu próprio valor pessoal.

Não sou pai ainda (bom, pelo menos não que eu saiba :D) e não tenho tanto dinheiro para deixar aos meus futuros filhos (se eu ganhar na Tele-Sena, quem sabe?), mas tenho que concordar com a declaração de Bill Gates. Por que? Porque eu simplesmente cansei de ver gente da minha idade ou mais jovem que eu com a cabeça cheia de merda. Antes fosse no sentido literal…

Sabendo que o pai ou a mãe vai lhe dar tudo o que quer, muitos desses indivíduos sequer valorizam seus estudos. A preocupação principal dessa gente são as baladas ou, quando menos, bares ou clubes. Como conseqüência, não enxergam limites, só respeitam gente da sua laia e estão pouco se lixando para a sociedade, a não ser em época de Copa, onde encontram mais um motivo para festejar.

Quem cresce mimado se torna um adulto arrogante e que encontra no dinheiro a solução para todos os seus problemas. Muitos não medem a conseqüência de seus atos porque sabem que, na última instância, o status social de sua família irá livrá-los de maiores complicações. No final das contas, vê-se que essas pessoas não desenvolveram valores importantes e suas mentes ficam ociosas. Como todo mundo sabe, “cabeça vazia é oficina do Diabo”, então não demora muito para as besteiras - muitas vezes trágicas - surgirem.

É claro que não são todos que agem assim. Conheço muita gente que sabe usar sua condição financeira favorável apenas quando necessário, atitude que os livra da punição mais cheia de conseqüências que existe: o não reconhecimento da própria condição humana.

Ao som de Within Temptation - Pearls of Light.

12:32 | Reflexão | 6 comentários


8/10/2006

Quando o passado e o futuro se encontram

Por Emerson Alecrim

Os mais íntimos sabem que sou viciado em livros. E não é um vício do qual quero me livrar, pois a leitura sempre me fez bem. Mas não leio porque espero uma recompensa por isso, leio porque a leitura é o melhor meio que existe para entrar em outros mundos, em outras épocas, em outras idéias, em outros conceitos. Leio porque é o único meio de comunicação imune ao tempo.

Um escritor sempre sabe que sua escrita somente será lida no futuro. Da mesma forma, um leitor sempre sabe que o que leu é fruto do passado. O que ambos raramente percebem, no entanto, é que esse encontro, esse diálogo entre o que já existiu e o que há de existir, só ocorre no presente. Essa percepção, se por si só não causa fascínio, causa quando nos damos conta de que essa forma de comunicação não só não sabe o que é tempo, como também não sabe o que é vida e morte.

A escrita é a única forma de um vivo conhecer aquilo que um morto tem a dizer. Sim, que tem a dizer, pois quem escreve nunca terá dito algo àqueles que ainda não o leram. De igual maneira, a escrita é a única forma de um vivo conversar com quem ainda nem nasceu.

A única coisa que a escrita entende é existência. Enquanto existir alguém para escrever e alguém para ler, a escrita igualmente existirá. Uma coisa que atravessa ousadamente os limites do tempo e da vida não poderia trazer outra coisa senão riqueza. Uma riqueza intelectual, que gera e distribui conhecimento. Conhecimento esse que não serve para arranjar um bom emprego, serve para usarmos nossa capacidade para viver melhor, afinal, a própria vida é como um livro: seu conteúdo pode ser único e depente exclusivamente de seu autor.

Ao som de Metallica - Nothing else matters.

21:29 | Reflexão | 3 comentários


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