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4/8/2006

É claro… que NÃO!

Por Emerson Alecrim

Uma coisa que notei em meu dia-a-dia é o benefício de dizer não. É incrível, mas parece que por uma questão cultural - é desrespeitoso dizer não - muita gente acaba aceitando determinadas coisas apenas por não conseguir expressar sua contrariedade. Os vendedores de cartão de crédito e assinatura de jornais sabem bem disso.

Quando estava no colégio, um monte de gente me chamava para arrumar seu computador. De graça, é claro. Por não conseguir inventar uma desculpa convincente eu aceitava na maioria das vezes, mesmo que contrariado. Até que teve um momento que, tomando coragem, eu disso não, “não, porque EU não quero”. Fiquei com fama de chato, é verdade, mas aos poucos pararam de me encher o caso.

Na rua também é assim. Quanta gente me parava para me convencer a assinar algo ou a responder uma “inocente” pesquisa. Hoje, educamente, digo “não, obrigado”. Se insistirem, repito com firmeza “NÃO, OBRIGADO”. A mesma coisa acontece para alguns serviços que me pedem para fazer: “quanto você está disposto a pagar? Puxa, eu costumo trabalhar com valores maiores, fica para a próxima”.

Falando assim até parece que eu digo não para tudo, que não faço nada que me contraria. Não é bem isso, é que tem hora que passam dos limites! Não acho correto tentarem me empurrar coisas. Se é para prestar algum serviço, ambas as partes têm que estar satisfeitas. Isso se chama negociação. E tem uma diferença gritante entre trabalhar de graça e ajudar os amigos, porque estes te ajudarão quando você precisar (se forem amigos mesmos).

Dizer não, quando cabível, é uma forma de se valorizar e, dependendo do caso, de se preservar. Saber dizer não também te ensina a ser mais seguro e a ser mais honesto consigo mesmo. Dizer não é, acima de tudo, uma forma de deixar claro que você toma suas próprias decisões.

Ao som de Xandria - Answer.

20:33 | Reflexão |


1 comentário »

  1. Um dos melhores conselhos que eu tive de um amigo foi exatamente esse. Parar de ser boazinha com as pessoas porque isso não leva a nada mesmo. No fim eu percebi, que era tonta mesmo e fazia o que as pessoas me pediam. A sensação de fazer somente o que a gente quer não se pode comprar.
    Dizer Não é uma das melhores coisas que a gente pode aprender.
    Beijos

    Comentário por Aline — 7/8/2006 @ 14:38

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