Terminou mais uma novela de grande sucesso no Brasil. Embora seja (também) exibida pela Rede Globo, não se trata de uma produção dessa empresa, mas sim do caso “Suzane von Richthofen”. Como eu, é possível que você já não aguente mais ouvir falar disso, mas uma coisa me chamou a atenção e foi confirmada por uma rápida pesquisa no Orkut: a quantidade de pessoas que defendem a garota!
Não que essas pessoas defendam atos criminosos – pelo menos não de assassinato -, mas há quem acredite que Suzane é inocente, há quem ache que ela é culpada, mas não tão culpada assim, há quem criou fantasias eróticas com ela e, o mais incrível, há quem acredite na culpa dela e a julgue uma heroína por causa disso. Este último tipo é o que mais me causou surpresa.
Estou longe de ser um psicólogo, mas ao que tudo indica, parece que muitas pessoas ficaram fãs de Suzane não pelo crime em si, mas por ela ter tomado (ou ter feito parte) de uma atitude ousada. Essa ousadia, uma espéie de desejo de virar a mesa, parece ser a vontade de muitos, mas pelas conseqüências, pouquíssimos têm coragem de pôr isso em prática.
Também há quem acredite que a condenação de Suzane é, na verdade, fruto de conflitos de classes sociais. Ela estaria sendo julgada pela sociedade por ser jovem, bonita e rica. Esse argumento pode até ser reforçado pelo fato da mídia dar menos atenção aos irmãos Cravinhos, mas é bom lembrar que os pais dela é que foram assassinados, não os da dupla.
Todos têm o direito de expressar sua opinião e defendê-la, mas se olharmos bem, não é isso que vem ao caso. Note que não é a morte do casal Richthofen o tema das discussões, mas sim a filha deles, Suzane von Richthofen. Essa menina atraiu muita gente, em vários aspectos, sejam eles favoráveis ou contra ela. Mas toda a história que a envolve – e não ao casal Richthofen – parece ser apenas uma razão para se discutir valores, a oportunidade que faltava para muitos dizerem, realmente, o que pensam e o que sentem nessa vida.

Ao som de After Forever – Digital Deceit.

Eu já ouvi falar dessas comunidades…nem perco meu tempo cara….as pessoas tem a liberdade de pensar e falar o que quiserem…mas é por causa da opiniões desse tipo que a coisa tá desse jeito.Valores andam longe por esse país.
Adorei a casa nova,ainda ñ tinha vindo aki.
Sim.Voltei com o blog.
beijos
Biolas :)
23/7/2006 - 0:57
Isso eu aprendi muito cedo. Violência é falta de razão. Independente do que antecedeu, nada justifica. Esses jovens corroboram muito do que me entristece, angustia, envelhece. Está no meu irmão ao lado e eu tenho contribuído para isso e sou também como eles – cheio de falta de coragem, principalmente – , mas nem por isso inconseqüente. Falta a manha de mudar, mas falta também a consciência de fazê-lo da forma adequada. O ruim é querer adequar o mundo a nossas ausências.
Katia
23/7/2006 - 19:46
E isso virou assunto até na Wikipedia. (sim, ela é bisneta do Barão Vermelho)
Wilerson
24/7/2006 - 0:05
Nao sou a favor da Suzanne.
Crime hediondo, e os que seguem tem participacao mental nisso. Podem ficar de olhos abertos.
Sociedade ou nao, bonita ou nao.
Nada justifica.
Saudacoes.
Lanna64
26/6/2011 - 22:23