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19/1/2007

O truque do guarda-chuva

Por Emerson Alecrim

Estamos numa época bastante chuvosa, pelo menos aqui em São Paulo. Qualquer pessoa que sabe disso se previne, levando um guarda-chuva consigo ao sair de casa. Não sou exceção, mas só uso o guarda-chuva quando realmente está chovendo forte. Quando a chuva está fraca, não faço questão de me proteger dela.

Isso me fez notar uma coisa curiosa: toda vez que começa a chover, sabe-se lá como, sempre surge um vendedor de guarda-chuva ao seu redor. Eles aparecem em todos os lugares: nos pontos de ônibus, nas estações do Metrô, em frente ao mercado, ao lado do banco e, se bobear, te oferecem um guarda-chuva assim que você bota o pé para fora de casa.

A pergunta que fica no ar, é: de onde os guarda-chuvas surgem? Tenho uma teoria: quando começa a chover, os vendedores de sorvete desaparecem. Bom, pelo menos os sorvetes desaparecem. Isso me faz suspeitar de que os vendedores ambulantes conhecem algum truque que transforma sorvetes em guarda-chuvas.

Se é isso mesmo que acontece, não sei. Talvez esse seja um daqueles mistérios que nunca serão resolvidos, como aquele que envolve as canetas Bic (já reparou que elas somem antes de acabar a tinta?). Mas, de uma coisa estou certo: que os vendedores ambulantes são mágicos, são. Grite “olha o rapa” perto deles para ver como eles desaparecem rapidinho…

Ao som de Dark Moor - The Moon.

0:10 | Inusitado |


5 comentários »

  1. Eu tbm não gosto de carregar guarda-chuva, tem que ter ummotivo muito especial, tipo toda água do mundo desaguando na Terra.

    Essa sua observação foi muito pertinente, ainda não hava pensado nisso, não dessa forma.

    Comigo acontece um outro mistério igualmente inquietante, pelo menos para mim. Volta e meia meu guarda-chuvas desparecem! E eu sou sempre acusado de esquecê-lo por onde eu passo… ônibus, banco escolar, ponto…

    Vc tem uma teoria para isso?

    Comentário por Alexandre de Sousa — 19/1/2007 @ 5:23

  2. Bom, eu tinha uns colegas que diziam que os vendedores de guarda-chuva vêm do Acre, já que, para eles, o Acre não existe, posto que não existem pessoas provenientes de lá (eu não conheço, e vc? =p)

    Mas a sua teoria do sorvete realmente é pertinente haha

    ;**

    Comentário por Biolas — 19/1/2007 @ 16:46

  3. Errrr… Quer comprar um guarda-chuva?

    Comentário por Alini — 20/1/2007 @ 17:44

  4. A sua teoria me lembrou a do Cadu relacionando a profusão de Dadinhos nas docerias ao desaparecimento dos Tatu-Bolas.

    Comentário por Wilerson — 21/1/2007 @ 12:17

  5. Sou como você. Garoas sempre vem a calhar. Quem mora em São Paulo que o diga. Na cidade da correria, abrir um guarda-chuva só em casos extremos.
    E sou testemunha do quão são mágicos os tais ambulantes. Palavra de quem passa pela 25 de março e Pq. Dom Pedro II todos os dias!

    Comentário por Katia — 21/1/2007 @ 13:32

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