Profissão errada, tortura certa
Por Emerson AlecrimEu fico impressionado com a quantidade de pessoas que conheço que não gostam da sua profissão. Isso deve acontecer em todas as áreas, mas tenho a impressão de que é mais comum na computação. Na universidade em que trabalho, por exemplo, sei de umas 5 ou 6 pessoas que se encontram nessa situação. E a pergunta natural é: então, por que você escolheu esta área?
As respostas são variadas, mas a maioria responde que as expectativas de boa remuneração e rápida colocação no mercado de trabalho foram as principais influências. Mas, as coisas não são tão simples assim. Boa remuneração se acha e rápida inserção no mercado de trabalho também, mas para quem realmente tem preparo e especialização. Isso significa que a pessoa precisa estudar e trabalhar muito para conseguir o conhecimento necessário, mas ninguém consegue se dedicar tanto a um assunto que lhe causa desinteresse e, não raramente, chateação.
Somente gostando do que faz é que você conseguirá êxito. Quando você gosta, as tarefas deixam de ser um peso e tornam atividades até prazerosas. Por isso, quem fez a escolha errada tem apenas duas opções: aprenda a gostar do que faz ou pula fora o quanto antes! A primeira opção, naturalmente, é muito mais difÃcil, mas pode ser a saÃda para quem não quer perder mais tempo.
O que eu percebo nas pessoas que não gostam do seu trabalho é comum em todas elas: no inÃcio, até pela alegria de ter conseguido um emprego, há toda uma empolgação. Depois de algum tempo, o desânimo vem e ganha forças com o simples passar dos dias. No auge do desânimo, a pessoa não evolui, executa suas tarefas apenas para se livrar delas, se cansa e se estressa muito facilmente.
Esse desânimo ganha proporções ainda maiores quando a pessoa, além de trabalhar, faz algum curso superior na área. A conseqüente falta de interesse faz com que as aulas se tornem uma tortura. Sinto arrepios só de me imaginar sendo obrigado a estudar Direito, por exemplo, já que essa é uma área que não me atrai nem um pouco. Imagine, então, alguém começando a ter sintomas de rejeição no meio do curso?
Mas é mesmo no ambiente profissional que essa situação pode virar um verdadeiro desastre, pois no trabalho a pressão é real e maior. Para o funcionário é ruim, porque ele se sente forçado a fazer algo que não gosta. Para a empresa, idem, pois ela contratou uma pessoa cujo desempenho está cada vez mais comprometido.
É um erro grosseiro considerar apenas salário e colocação rápida no mercado de trabalho na hora de escolher uma profissão. Essa é uma decisão séria, que precisa ser feita com cuidado e paciência. Eu não sou nenhum especialista no assunto, portanto, posso estar completamente equivocado, mas a minha experiência diz que pessoas bem informadas, que gostam de ler quase tudo o que aparece na sua frente, que gastam algum tempo lendo livros por puro prazer, que visitam lugares variados, que olham mais ao seu redor do que para o próprio umbigo, têm grandes chances de um dia parar, abrir aquele sorriso no rosto e dizer “é isso que eu vou fazer”.
“Arrume um trabalho que lhe dê prazer, e você nunca terá que trabalhar na vida”. Confúcio.
Ao som de To-Mera - Mirage.
21:53 | Reflexão |


É isso aÃ! É como disse um palestrante uma vez: a gente passa os melhores anos da nossa vida trabalhando. Nesses anos, as melhores 8 horas diárias trabalhando. Fazermos o que gostamos é fundamental.
[]s
Comentário por Bardo — 17/1/2008 @ 9:29
ainda bem que eu não vejo a hora de poder exercer a minha profissão!
Comentário por MY — 17/1/2008 @ 15:14
Falou tudo! e essa frase de Confúcio foi o tiro de misericórdia! falou, e falou bonito
o mercado da informática tá cheio de gente que não gosta… na informática, vc tem de gastar horas e horas pra o q vc quer fazer sair perfeito como a 9a sinfonia de Beethoven… e o que mais odeio msm é quem não gosta de trabalhar com qualidade. e ela é a area que permite você chegar mais perto da perfeição. olha o Firefox! quando mexo no IE em outro PC eu tenho um ataque! o Firefox pode não ser perfeito, nem ter a interface do Safari. mas é o cara. Quando eu recomendo equipamentos (principalmente notebooks) eu olho muito mais o material dele e a construção do que configuração.(afinal é isso que conta quanto a conforto, durabilidade e usabilidade) olha os ultimos notes da HP. são até bonitos, mas o plástico, a PCB, tudo é de quinta. eu sei que é pra ter preço, e que $$$ não é fácil pra todos. mas existem opções melhores. o troço tem de ser feito pra durar. ser funcional e não dar problema.
trabalhar na informática, de uma forma bem simples de falar é como reger uma sinfonia com 5000 músicos. fatores tendem ao infinito. e A MAIORIA contam. e a maioria dos problemas que ocorrem são decorrentes disso. vc tem que sentar e olhar, pensar e pensar e aà sim decidir. infelizmente a maioria das pessoas deixam os sentimentos falarem alto demais e esquecem a razão diante de uma area que a maquina é pura razão. o computador não pensa por conta própria(ainda). computação é PURA lógica. puro método cientifico. uma coisa é usar. outra coisa é fazer… se vc contratasse um engenheiro civil pra construir um predio vc gostaria q ele usasse materiais de baixa qualidade pra casa cair pra vc?(literalmente). a mesma coisa são computadores. vc tem de preferir equipamentos planejados nos mÃnimos detalhes.
pronto falei…
qq coisa façam suas criticas…(gosto delas)
Comentário por Nailson — 23/1/2008 @ 19:41
Excelente comentário, Bardo! Em outras palavras, se não fizermos o que gostamos, perderemos boa parte de nossas vidas, que já são curtas!
MY, sucesso com a sua profissão
Pois é, Nailson. Trabalhar com informática pode ser um mar de rosas, um pandemônio ou os dois ao mesmo tempo. Quem realmente não gosta da área, não conseguirá extrair o que há de bom nela.
Abraços!
Comentário por Emerson Alecrim — 24/1/2008 @ 7:03
informatica é uma merda e sai dela!
é isso ai!
Comentário por Platao — 15/5/2008 @ 11:10