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9/3/2008

Quem disse que São Paulo não pára?

Por Emerson Alecrim

Quando comecei a trabalhar na empresa em que estou atualmente, saia de casa às 5h50 da manhã e, não raramente, chegava cedo por lá. Já tenho pouco mais de dois anos de casa e, nesse meio tempo, tive que mudar meu horário de saída para 5h40, depois para 5h30, em seguida para 5h20 e, agora, saio de casa às 5h15. Confesso que já estou pensando em sair às 5h10…

O que está fazendo com que eu tenha que sair cada vez mais cedo de casa para ir ao trabalho (ou para qualquer outro compromisso) é um dos maiores problemas que os paulistanos enfrentam: trânsito congestionado. Quem sai às ruas todos os dias não consegue deixar de reparar que a situação piora em um ritmo acelerado. Eu, por exemplo, estou levando quase uma hora para fazer trechos que tomavam apenas 25 minutos do meu tempo.

O transporte público, lamentavelmente, não consegue aliviar o problema. Ônibus vivem abarrotados de gente, tanto é que às vezes penso que esses veículos já saem lotados da garagem! Com os trens da CPTM e do Metrô a situação não é muito diferente. O sistema todo chega a funcionar em 100% da sua capacidade nas horas de pico. Qualquer coisinha, por exemplo, um indivíduo que ficou preso na porta, é capaz de atrasar toda a circulação, fazendo com que mais gente se aglomere nas plataformas das estações, causando mais atrasos e tal. É um círculo vicioso!

Foto meramente (auto)provocativa
Foto meramente (auto)provocativa

O trânsito caótico não causa apenas atrasos. São tantos veículos próximos uns dos outros que é impossível não haver acidentes, fechar outros carros, ser fechado, dar freadas bruscas e até brigar por motivos banais, afinal, os nervos estão à flor da pele. E ainda tem a questão do desperdício de combustível, da concentração de poluentes, da ambulância atrás com as sirenes berrando e você sem conseguir movimentar o seu carro, do infeliz que se aproveita da situação para cometer furtos, etc, etc, etc…

O pior é saber que esse é um problema sem solução e que, na melhor das possibilidades, apenas continuará do jeito que está. Mas melhorar, ah, isso não vai acontecer nunca! O governo pode construir mais avenidas, pode duplicar vias já existentes, pode aumentar a malha ferroviária e metroviária, pode colocar mais ônibus nas ruas, pode fazer o que for, mas tudo não passará de medidas paliativas. São Paulo está abarrotada de gente e isso, por si só, é suficiente para termos todos esses transtornos.

Mesmo inconformado, o paulistano se vira como pode. Uns apelam para motos. Outros optam por trabalhar a noite. Os que podem usam helicópteros. Há quem torça para esse negócio de teletransporte virar realidade. Ao restante, cabem as opções de sair cada vez mais cedo de casa, de sair no horário e correr o risco de chegar atrasado ou, se preferir, de “chegar cedo para amanhã”…

Como complemento, eis uma reportagem sobre o assunto publicada pela revista IstoÉ.

Ao som de Nevermore - In memory.

11:03 | Cotidiano |


4 comentários »

  1. Parabéns pelo blog amigo. Bem interessante. Idéias parecidas.

    Cheguei a ele por meio desse post:
    http://ealecrim.net/index.php?s=briguento

    Época boa que não volta mais.

    Abraços!

    Comentário por Vinícius — 10/3/2008 @ 0:57

  2. E outros se mudam para o interior! =D

    Comentário por Alini — 12/3/2008 @ 17:11

  3. E outros se mudam para perto do trabalho! :¬D

    Comentário por Wilerson — 14/3/2008 @ 17:34

  4. Essa vida de pobre paulista, ainda acaba comigo.
    Não fosse o trânsito, Emerson, juro, a probabilidade d’eu ter uma rotina sem estresse cairia para cerca de 50%.
    O egoísmo da classe média em relação as classes que dependem do transporte público é de matar com o pau. As pessoas comprando mais de um veículo para burlar o rodízio, o ABC lucrando, os índices de poluição, as frotas falidas, os itinerários malucos, o valor abusivo da passagem… tudo me desanima e estressa.

    Entendo-te perfeitamente.

    Comentário por Katia — 16/3/2008 @ 13:45

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