Treinando para “abandonar o navio”
Por Emerson AlecrimOntem, na empresa em que trabalho, participei de uma simulação de evacuação do prédio. A idéia é fazer com que os funcionários saibam como agir em situações de emergência, especialmente quando há incêndio no local. Terminada a simulação, cheguei a três constatações interessantes:
1ª – Todos estavam absolutamente calmos e seguiram as orientações à risca porque sabiam que se tratava de um treinamento (ou de algo próximo disso). Porém, algumas pessoas que já presenciaram alguma situação de emergência – incluindo eu – garantem que, em ocasiões de desespero, a maioria sai correndo, sendo fiel unicamente à máxima “agora é cada um por si”. Somente as pessoas realmente treinadas e preparadas emocionalmente saberão como agir da maneira correta;
2ª – Todos tendem a correr para as saídas principais nos casos de emergências. O problema é que, se essas saídas estiverem bloqueadas de alguma forma, o pessoal fica mais perdido do que cego em tiroteio. Se as portas de emergência tiverem sentimentos, certamente se sentirão rejeitadas;
3ª – O alarme de incêndio realmente funciona (hehehe)! Mas, sabe-se lá o porquê, o sinal me lembrou das sirenes que avisam os peões de que o expediente começou…
Apesar dos pesares, me interessei pelo assunto, principalmente depois de ter ficado um bom tempo conversando com os bombeiros. Acredite, combater um incêndio é mais difícil do que parece. Isso até me deu a idéia de tentar fazer parte da brigada de incêndio da empresa. Ai daquele que disser que “vou aprender a pegar na mangueira”…
Ao som de Sonata Arctica – Replica.
0:09 | Interessante | 3 comentários
Que pena que vc já fez a piada da mangueira antes que eu tivesse a chance…
Comentário por Aztronauta — 24/1/2007 @ 22:36
Talvez esteja descobrindo uma vocação!
Aeeee vai aprender a pegar na mangueira!
Comentário por Alexandre de Sousa — 25/1/2007 @ 19:14
Divertido era no meu trabalho, onde o alarme de incêndio tocava por razão nenhuma. O dia que tocasse pra valer, ninguém sairia do lugar, hehehe (depois de meses, consertaram o treco).
Comentário por Lu — 4/2/2007 @ 23:06